sexta-feira, 19 de julho de 2013

liberta-te

Há tanto dentro de mim... Tanto dentro de mim que precisa de sair. Libertar-se. Mas eu continuo a prendê-lo. Continuo a prendê-lo neste sítio escuro, sombrio, solitário que criei. Não foi a partir de mim... Não fui eu que quis ficar assim. Juro! Mas vocês continuaram a sufocar-me, e eu deixei. Porque enquanto tu lutas... A agonia e o desespero apoderam-se de todas as tuas veias e aquilo que tu queres, aquilo que o teu corpo pede, é uma oportunidade... Uma oportunidade para poder respirar outra vez. E tu paras. Paras de lutar contra aquilo que te sufoca, e permites que te sufoque. Porque nesse momento, no momento entre o antes e o depois, tu ficas em paz. Por um segundo, tudo pára. Mas tal como os momentos, os segundos acabam, e o teu momento passou. E haverá dor maior do que a dor de já não poderes fazer nada? Ou de acreditares que assim o é? Haverá dor, agonia, desespero maior do que o desespero de não poderes recuperar o tempo que perdes-te a pensar que a perder ganhavas? Agora as tuas mãos fraquejam, eu sei... O teu coração estremece e o teu corpo... O teu corpo está demasiado pobre também. Não estás protegida, minha querida. Por mais que tentes guardar as feridas dentro de ti, um dia, vais ser demasiado pequena para elas. 
E diz-me, achas que estará alguém lá para apanha-las por ti?

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