sexta-feira, 22 de março de 2013

sushi

Querida metade,




Escrevo-te agora porque queria partilhar contigo que hoje, quando me perdi na noite, percebi que te podia comparar a ela. Em primeiro lugar, percebi que por mais escuro que esteja o toque da tua pele, da tua mente e da tua boca, a essência da tua alma brilha como as estrelas e o teu coração reflecte esse brilho como a noite pura, linda, segura. Por outro lado, és gigante ao ponto de caber tudo e todos em ti, no entanto, essa grandeza por vezes leva-te ao vazio. Guardas e absorves todos os corações que te choram e sorriem mas deixas o teu guardado num sítio que acabas por te esquecer.
E assim, tal como a noite, quando te perdes na grandeza que tens desapareces para dentro do teu próprio mundo, da tua própria pessoa. Embora nunca partas por completo. Seja qual for o sítio que estiveres haverá sempre uma lua que deixas marcada num dia de sol, o que me guiará, a mim e sempre a mim, à luz pura da tua noite e me tirará do encadeio doloroso destes dias solarentos.
E era tão bom que percebesses isso... Era tão bom que percebesses que a escuridão que sentes só tu a vês, porque para os outros, os fracos, os de fora, isso ilumina-te de uma maneira tão pura que a tua luz automaticamente se torna a escuridão deles. Era tão bom que percebesses que esse é o maior mal dos outros e não o teu! Porque a tua luz, meu amor, assusta-os... Assusta-os tanto porque nunca conseguirão brilhar tal como tu. Nunca conseguirão pairar como uma flor, tal como tu. E principalmente, nunca, nunca, mas nunca mesmo, terão a capacidade de conseguir amar como tu.
Meu coração de anjo~

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